TESTEMUNHOS

 

1a. EUCARISTIA ... MESMO AOS 54 ANOS ... NUNCA É TARDE

Dia 11 de dezembro de 2005, ainda sob a brisa fria da manhã, dirijo-me a nossa Paróquia, para mais um compromisso.

Ao adentrar sob grande movimentação dominical e, estando sob minutos que antecedem a missa das 11 horas, procuro localizar meu "professor" Dr. Luiz Costa, em busca das últimas orientações.

Nosso pároco, frente ao ritual, através dos alto-falantes, informa a comunidade presente, destaque para a celebração da 1a. Eucaristia.

Os nomes são anunciados, Pe. Oswaldo pede que os "jovens" se identifiquem e que compareçam ao altar.

Deparo com o momento da verdade.

Nesse ato sou tomado por plena emoção, vendo ao largo, minha esposa, minha filha e muitos amigos e casais da comunidade que acompanham minha recente peregrinação.

Aquela chamada aos "jovens", negligencia meus cabelos grisalhos, minha idade, “minha culpa”, e tange rumo ao meu coração, uma satisfação plena por estar cumprindo mais uma etapa da minha caminhada.

Meu coração queria explodir, mas a cada instante, por sentir-me verdadeiramente mais próximo de Jesus, e por estar incorporado a cada palavra pronunciada, percebia o preenchimento do vazio que carreguei por todos esses anos.

As lágrimas misturam-se aos atos religiosos, mas em forma de libertação e pura alegria e exaltação.

Ao final, me senti verdadeiramente "jovem" dentre todos, pois o AMOR de Jesus não tem idade.

Mais uma vez Ele “me aceita” em seu convívio.

Certifico-me que cada dia que passa, torno-me mais confiante na busca incansável em solidificar minha espiritualidade, até então esquecida.

Espero que o momento vivenciado sob meu testemunho, sirva de lição para que outros possam se despojar da "vergonha de ser cristão", auferindo justiça à palavra de Jesus, quando Ele demonstra sua preocupação plena, em arrebanhar sua ovelha desgarrada.

Irmãos, eu sou uma dessas "ovelhas", não importa em que tempo estamos da nossa vida, perseverem em busca das dádivas que sempre estão a nossa frente, lembrando que muitas vezes, por única e exclusiva culpa nossa, não queremos experimentá-las.

A caminhada continua, mas somente com esta forma de manifestação espontânea, conseguiremos enfrentar o mundo em que vivemos. Lembremos sempre, que devemos continuar na busca da Paz Espiritual na palavra de Deus, ainda hoje (e sempre) presente na atualidade.

Obrigado a todos que compartilharam da minha alegria.

 

Ricardo Monteiro - (Publicação Autorizada – NOV/2005)