TÍTULOS DE NOSSA
SENHORA
Numa
época onde o amor está sendo banido da face da terra, é inegável o fato, de
hoje vermos multiplicados os sinais da presença de Deus. Um Deus que é Pai, e
que não desampara seus filhos, que se faz presente mesmo em meio ao caos, mesmo
em meio ao vazio existencial das sociedades modernas. Nesse contexto, uma das
maneiras que o Pai Celeste escolheu para tornar patente a sua mensagem e o seu
convite à humanidade, foi enviando repetidas vezes, e mais frequentemente em
nossa época, a Santa Mãe do Salvador. Ela tem vindo para repetir a mesma
mensagem de dois mil anos atrás: 'Façam tudo o que Ele vos disser'. É Nossa
Senhora, sob o título Rainha da Paz, que está aparecendo a mais de 15 anos em
Anguera, interior da Bahia, para nos trazer mensagens de paz, amor e conversão.
É a Mãe dos pobres, dos fracos, dos humildes e daqueles que se afastaram da fé.
Um fato ímpar em toda a história da fé cristã. As aparições de Nossa Senhora em
Anguera são as mais longas das Américas e uma das mais profícuas de todos os
tempos.
A cada
dia que passa, distantes de Deus, a nossa pobreza espiritual tende a ficar
maior, e Maria vem para nos encher do amor de Deus, vem para aliviar os nossos
sofrimentos e para nos levar ao encontro Daquele que é o nosso Tudo. Não
podemos deixar de reconhecer a grandeza do amor que Deus tem por nós revelado
por esta grande graça que está acontecendo na Bahia. Desde 1987, Nossa Senhora,
por permissão de Deus, está aparecendo a um jovem, chamado Pedro Régis, na
Fazenda Malhada Nova, município de Anguera/BA. Com certeza, são anos de muitas
transformações interiores, anos de muita mudança nos corações daqueles que
buscam as mensagens divinas transmitidas naquele local, são anos de muitas
bênçãos e muitas graças que Maria, a Mãe de Jesus, está derramando naquele
lugar sagrado, naquele pedacinho do Céu. E é com grande alegria que, aqui, faço
um pequeno relato de como tudo começou e continua acontecendo até hoje.
Vamos
conhecer um pouco mais o confidente:
Pedro Régis é aquele tipo de pessoa que por suas características físicas e
pessoais dificilmente seria notado em um grupo maior como alguém que recebe e
transmite heroicamente diante de todo tipo de dificuldade as mensagens da Mãe
de Deus ao mundo, cresceu camponês e humilde numa pequena fazenda do interior
da Bahia, num lugar que seguramente se não fosse a manifestação de Maria seria
mais uma cidade sonolenta e esquecida do sertão baiano. Cursou Magistério em
Anguera.
Filho do
Sr. Jonas e dona Amália, pessoas que gozam de extrema credibilidade na
comunidade, tem 14 irmãos. São pessoas simples, simpáticas, acolhedoras e, de
boa vontade, conversam com todos os que vão ate lá, exercendo assim um
verdadeiro apostolado junto ao filho Pedro por amor a Nossa Senhora . Vivem do
cultivo do feijão, do milho e da mandioca. A vida deles mudou bastante desde o
início das aparições. Rezam o Terço todos os dias, jejuam às sextas-feiras a
pão e água e procuram seguir com fé o caminho de Cristo, aliado a isso abriram
mão de uma vida de privacidade familiar e tranqüilidade pois são raros os dias
nos quais não há peregrinos na fazenda e sua casa tornou-se devido à falta de
conforto material do lugar um ponto de acolhimento, é muito comovedor ver
aquela casa humilde completamente aberta a todos, todo o tempo.
A vida de
Pedro foi sempre normal como a de qualquer outra pessoa, fora o fato de aos 14
anos, ter visto em
sonho o Menino Jesus (esse sonho será confirmado mais tarde
por Nossa Senhora) mas até aí nada de mais extraordinário aconteceu, sendo
aquele sonho interpretado como mais um sonho apesar de seu sublime teor. Sem
nenhum problema de saúde, aos 17 anos, um ano antes das aparições, Pedro
começou a sofrer diariamente de desmaios. Levado a diversos médicos em busca de
um diagnóstico, nada de anormal foi constatado, entretanto a misteriosa doença
persistia. Em 29 de setembro de 1987, dia dos Santos Anjos, três meses após ter
completado 18 anos, ele voltava do colégio em companhia de um colega, Celestino
Cruz, quando sentiu as forças se esvaindo e apoiando-se no chão pressentiu que
iria perder os sentidos e desmaiou sobre um formigueiro já perto de casa.
Enquanto Celestino, assustado corria à casa de Pedro em busca de ajuda, uma
linda moça vestida de um branco cheio de luz, trajando o que sugeriu para Pedro
ser um hábito de uma freira, o tomou pelos braços sem nenhum esforço o levantou
dizendo: *Vou tirar-te das formigas*. Pedro ficou extasiado com a visão e seu
peito se encheu de uma alegria como nunca, de um momento para outro ela
desapareceu, um tanto confuso com o que ocorrera voltou a perder os sentidos.
Poucos instantes depois a família o encontrou no hall de entrada da Escola
Capitão Domingo Marques, perto do local onde caíra, com os seus pertences
colocados caprichosamente a seu lado, a saber, um chapéu e os livros. Chapéu
esse ainda guardado carinhosamente por sua mãe, Dona Amália.
Levado
para casa, Pedro permaneceu desmaiado por duas horas e, ao acordar, perguntou
pela freira que o havia tirado do formigueiro, mesmo apesar da sublimidade da
visão, ele acordou um tanto confuso e buscando lógica no que havia visto ele
pensou ser uma freira, filha de uma vizinha. Todos acharam estranho, pois não
havia ninguém por lá, não se deu maiores atenções ao fato pois pensou-se estar
o rapaz em delírio. No dia seguinte Pedro foi à cidade de Feira de Santana,
principal cidade da região submeter-se a exames de Cardiologia, Neurologia e
Psiquiatria, que nada revelaram de anormal, persistia o mistério e a angústia.
No dia primeiro de outubro do mesmo ano, Pedro estava no quarto conversando com
duas de suas irmãs, quando sentiu os mesmos sintomas dos desmaios e ficou
desacordado por algum tempo. Ao acordar, viu a moça que o ajudara e
apresentou-a a suas irmãs, que surpresas nada viram.
Ela pediu
a Pedro que as irmãs os deixassem a sós por alguns instantes. As duas ainda
confusas se retiraram mas permaneceram olhando por uma fresta da porta e viram
Pedro conversando com alguém fixo em um ponto do quarto sem emitir nenhum som.
Ela aconselhou-o a entrar em contato com o primeiro padre que lhe viesse ao
pensamento, pois esse iria ajuda-lo. Pediu-lhe também que a sua família rezasse
o Terço todos os dias e confiou-lhe um segredo. Pedro chamou de volta as irmãs
que o observavam de forma surpresa e contou que a moça vestida de freira estava
ali. Uma das irmãs sentindo um estranho ímpeto disse então: *Quem está aqui e
Nossa Senhora *, Pedro relatou que a moça prometeu que voltaria e desapareceu.
Pedro
pediu que chamassem o Pe. Hermenegildo de Castorano do município de São Gonçalo
por ter sido ele aquele que Nossa Senhora indicou através do seu pensamento,
Pedro tinha um segredo para contar-lhe (Pedro não conhecia esse padre
pessoalmente, só sabia desse pelo nome através da missa que celebrava no
radio). Ele não foi chamado logo. O encontro com Pe. Hermenegildo, que muito o
apoiou e foi o seu diretor espiritual, só veio acontecer um pouco mais tarde,
quando Pedro foi pessoalmente procura-lo e para sua surpresa, assim que ele
terminou de narrar ao padre tudo o que vinha lhe acontecendo e o segredo que
lhe fora confiado, este, depois de ter refletido por algum tempo, com a cabeça
baixa, batendo no ombro de Pedro, repetiu aquilo que Nossa Senhora havia dito
que lhe faria: *Meu filho, eu vou te ajudar*.
No dia 3
de outubro de 1987, por volta das 18h, Pedro e a família rezavam o Terço quando
ele ouviu uma voz que o chamava para fora de casa. Ele pediu que uma de suas
irmãs fosse ver quem era, uma delas saindo ao hall e não avistou ninguém,
entretanto Pedro continuava a ouvir o chamado de forma cada vez mais
cristalina, reconheceu então a voz da moça, resolveu sair e viu espantado perto
da fonte (a uns 50 metros
de sua casa), uma grande luz em forma de arco e impelido por *uma força*
dirigiu-se ao local. A mãe e as irmãs tentaram desesperadamente detê-lo pois já
se fazia escuro e temiam que o jovem se atirasse na água pois em vista de sua
saúde debilitada e pelo seu semblante estranhamente deslumbrado pensavam que ele
estaria ficando louco, entretanto sua irmã Valdeci viu um grande feixe de luz
partindo do céu e caindo no local para onde Pedro se dirigia, visto isso,
igualmente deslumbrada pediu à mãe e à irmã que não mais impedisse o rapaz.
Pedro continuou seguido de perto pelos familiares até parar diante de uma
elevação e passaram a observá-lo.
Pedro
parou diante da luz, caiu de uma só vez com os dois joelhos no chão e fixou o
olhar em um ponto no alto. Ele viu, envolta na luz, como que vestida de sol, a
mesma moça das outras duas vezes que insistia para que todos continuassem a
orar, disse-lhe que contasse às pessoas o que estava acontecendo e que, a
partir daquele dia, ele estaria curado dos desmaios, e que sua convalescença
tinha sido uma preparação para as aparições, e disse ainda: *Não tenhais medo,
pois Eu sou a Mãe de Jesus. Estou aqui porque preciso de ti para ajudar os Meus
pobres filhos, que precisam do Meu auxilio.* Em seguida, sorrindo, desapareceu.
Pedro não teve medo, mas para certificar-se de que não estaria enlouquecendo e
que Ela falava a verdade, sempre procurou a ajuda e a orientação do Pe.
Hermenegildo até ter certeza de que era a mãe de Jesus. Dai em diante, as
aparições ocorrem nessa elevação, onde Ela pediu que fosse erguida uma cruz.
No dia 10 de fevereiro de 1989, Pedro teve uma paralisia nas pernas e ficou de
cama sem poder locomover-se. Os médicos o examinaram e não conseguiram
diagnosticar o caso. É interessante notar que justamente no princípio das
aparições diversas situações impeditivas se estabeleceram para inviabilizar a
disseminação das mensagens. Pouco mais de uma semana depois Pedro Régis recebeu
mais uma vez a graça da cura. (Mensagem 137).
Mas os
impedimentos não pararam por ali. Em 14 de julho de 1989, Pedro desceu do
ônibus voltando da escola e viu dois homens de aspecto suspeito aproximarem-se
perguntando-lhe se era ele o Pedro que via a Santa. Depois de confirmar, Pedro
viu os sujeitos sacarem e dispararem armas de fogo contra ele. enquanto diziam:
*Quero ver o que Ela vai fazer por você agora* . As balas não afetaram o rapaz,
que viu os dois fugirem aos gritos de *Olha ali! 0lha ali!*, sem que ninguém
nunca mais soubesse ao certo o que acontecera. Pedro apenas recordou que Nossa
Senhora o tinha avisado há dois meses que algumas pessoas planejavam mata-lo,
mas que não tivesse medo pois Ela iria protege-lo, e os assassinos levariam um
susto, o que de fato aconteceu. Não se sabe exatamente a motivação dessa
tentativa de assassinato, entretanto as mensagens da Virgem sempre incomodaram
onde quer que tenham sido manifestas, sobretudo quando o pecado é relacionado
também ao egoísmo e por conseguinte a algumas formas de poder...
0
primeiro diretor espiritual de Pedro foi o Pe. Gerard Laflamme, que foi pároco
em Anguera e já retornou a seu pais. o Canadá, de onde acompanha o que se passa
aqui e recebe todas as mensagens. Hoje, por determinação de Nossa Senhora, o
Pe. Hermenegildo de Castorano é o diretor espiritual de Pedro que já levou
pessoalmente ao Papa, no Vaticano, muitas mensagens e uma carta do jovem. A
principio as aparições eram apenas aos sábados, depois passaram a acontecer
também às terças posteriormente passou a haver uma terceira aparição a qualquer
dia da semana apenas para o Pedro.
As 21h
desses dias é o momento esperado por muitos romeiros, que lá chegam de ônibus,
caminhões, carros particulares, cavalos e a pé. Nossa Senhora também aparece
nos dias de aniversario das aparições e festas comemorativas Marianas.
0 então bispo da Diocese de Feira de Santana, Dom Silvério Albuquerque, recebeu
Pedro para uma conversa e pediu que o mantivesse informado sobre o conteúdo das
mensagens recebidas. A Igreja se mantém prudente e cautelosa quanto ao que
acontece em Anguera, como fez a respeito de Fátima, Lourdes e todos os casos
semelhantes a esse, que em sua maioria levaram anos para ser reconhecidos. só
depois de estudos e pesquisas através de uma comissão (já foi organizada uma
pelo bispo responsável, Dom Silvério de Albuquerque de Feira de Santana) ela
poderá dar um parecer final, que não se espera ser breve, mas isso não tem sido
o foco da atividade pastoral em Anguera. O mais importante é o vulto que os
acontecimentos vem tomando e os frutos que deles tem resultado, são inúmeras
conversões, curas, graças, retorno à fé por parte de espíritas e maçons. *Pelos
seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos
dos abrolhos? Toda arvore boa da bons frutos; toda arvore ma da maus frutos.
Uma arvore boa não pode dar maus frutos, nem uma arvore ma, bons frutos.* (MT.
7, 16-18). Como mencionou o próprio Dom Silvério, não são necessários milagres
para crer em Nossa Senhora, os milagres e fenômenos são nada mais que a
manifestação da graça de Deus que em tudo produz o bem. Você estar lendo este
texto é sem dúvida uma manifestação da graça de Deus.
Nossa
Senhora diz que não tem o poder de fazer milagres, só o Filho Jesus o tem. Ela
intercede junto a Ele. Ela pede a Ele por cada um de nós. Hoje já são mais de
1800 mensagens que a nossa Mãe do Céu vem com amor e preocupação nos transmitir
através do Pedro, para que os homens tenham ainda mais uma chance para a
conversão. Ela pede uma conversão urgente. E o que é uma conversão? É
começarmos, aos poucos, a alimentar mais e mais o espírito com muita fé em
Deus, nos esforçando por aplicar os ensinamentos de Jesus em nossas vidas, em
nossas condutas, em harmonia conosco, com o próximo e com a natureza que nos
cerca.
”Amar o
próximo como a si mesmo”. Amar o nosso inimigo. Fazer o bem a todos, sem
distinção. Perdoar a todos sem cobranças e interesses, quantas vezes forem
necessárias. Não julgar ninguém. Não somos juizes. É difícil, mas se
perseverarmos no caminho de Cristo, com Cristo, conseguiremos. Somos falíveis
por conta de nosso pecado, mas somos igualmente perfectíveis quando colocamos a
nossa confiança no Senhor. E não esmoreçamos, mesmo diante do sofrimento e das
dificuldades, Nossa Senhora nos diz que não estamos sós, muitas vezes as
provações são grandes graças em nossa vida pois nos torna solidários à cruz do
Cristo.
As
aparições são agora uma rotina na vida de Pedro. Por volta das 20h30 ele conta
para os presentes a história do início das aparições, fala sobre algum tema
social ou religioso à luz da doutrina da Igreja e reza o terço com os
presentes, ao final da Salve a Rainha cai de joelhos, sempre com o Terço na mão
e olhar fixo para o alto.
Nossa Senhora Se apresenta para Pedro como uma moça de mais ou menos 20 anos de
idade, cabelos pretos, olhos azuis da cor do céu. A cor de Sua pele, ele não
sabe descrever, pois afirma não ter visto nada parecido na terra. Ela é de
extrema beleza, voz doce e delicada em cada gesto, humilde ao extremo e cheia
de amor ao falar, segundo ele, é uma experiência indizível. Ela vem quase
sempre vestida de branco, às vezes com um manto azul, sempre descalça e
pairando a uns 30cm do chão em frente à cruz onde os fieis depositam flores.
Envolta por uma luz intensa, Ela olha para todos, às vezes fixa o olhar em
algumas pessoas, gesticula suavemente, enquanto fala um português perfeito. Vem
sempre com as mãos
postas. A mensagem que Ela transmite e anotada rapidamente por Pedro em umas
folhas de papel ofício sobre uma prancheta com a forma de garranchos de difícil
leitura. No momento da Aparição, ele diz que não vê, não ouve ninguém e nem
sente calor ou frio. Nossa Senhora abençoa a todos os presentes e aos objetos
(terços, água, velas, medalhas, imagens, etc.) que são colocados ao pé da cruz
ou apresentados no momento em que Pedro ergue o terço que tem na mão. Logo
depois da aparição, ele se levanta e lê a mensagem para todos.
O que
mais impressiona em Anguera é justamente a forma saudável como se procura viver
o Evangelho e divulgar as mensagens da Virgem sem nenhum tipo de fanatismo.
Poucos lugares no mundo tem uma atmosfera tão tranqüila e pacífica como em
Anguera que em seus 13 anos de existência já se transformou num dos maiores
locais de peregrinação do Nordeste do Brasil e um dos mais impressionantes
fenômenos de fé da humanidade. O Brasil está a receber uma grande benção desde aquela
primavera de 1987 através dessas aparições que segundo a própria Virgem Maria
serão as últimas nesta terra. O mais importante em Anguera não é a tentativa de
ver a virgem e sim de saber que será visto por ela que a muitos já atraiu
àquele santo lugar que de tão pobre e humilde chega a comover pela imensidão de
graças que são derramadas. Crer nas aparições de Anguera ou em qualquer outra
aparição da Virgem Maria não se constitui em dogma de fé, ou seja, muito embora
faça parte dos tesouros universais da fé, não é necessário crer que elas
aconteçam para que se alcance a salvação, entretanto, pelos frutos se conhece a
boa árvore e até hoje esses frutos são incontáveis em Anguera.