ARTIGOS
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O ANO DA
EUCARISTIA E O DOM DA INDULGÊNCIA |
A Eucaristia
como sacrifício e Sacramento, o maior dos milagres, o “Milagre por Excelência”,
produz a unidade da Igreja, ampara-a, inunda-a de alegria, alimenta a piedade e
a caridade dos fiéis e estimula a perfeição da vida Cristã, é a raiz e o
segredo da vida espiritual de cada um de nós fiéis e através desse mistério
somos introduzidos nas profundezas da vida divina. É mistério de presença real
de Jesus, completo na realidade do seu corpo e do seu sangue. Quando estamos
diante da Eucaristia, devemos ter a consciência de que estamos na presença do
próprio Cristo.
Por isto,
o Sumo Pontífice João Paulo II, em 07.10.2004 através da Carta Apostólica Mane Nobiscum Domine estabeleceu o Ano da Eucaristia que se
prolonga até outubro deste ano de 2005 e, para que os fiéis sejam encorajados a
conhecerem melhor esse “Mistério da Fé” e sejam
favorecidos por ele, o Santo Padre concedeu indulgências a alguns dos atos de
culto e devoção ao Santíssimo Sacramento.
Esse
“Mistério da Fé”, que é a Eucaristia, por ser baseado na presença real do
Cristo, deve ser bem celebrado e daí a necessidade de a Santa Missa ser
colocada no centro da vida cristã, de que seja celebrada devota e
decorosamente, como também no culto à Eucaristia fora da missa, na Adoração ao
Santíssimo Sacramento deve ser cultivada essa consciência da presença divina.
Quer na
celebração, quer na adoração a presença real de Cristo deve ser testemunhada
com o tom da voz, com os gestos, com o comportamento como um todo, mas
particularmente se deve dar relevo aos momentos de silêncio, quando se pode
escutar Sua voz e de certo modo sentir o palpitar de Seu coração.
Durante
esse Ano Eucarístico, a adoração à Eucaristia deve se tornar um compromisso
especial às comunidades, porque esses momentos servirão para reparar com nossa
fé e nosso amor, as negligências, esquecimentos e ultrajes que o Senhor tem
sofrido pelo Mundo.
O Sumo
Pontífice pede inclusive que, neste Ano Eucarístico, todas as iniciativas sejam
marcadas por profunda interioridade, seja na celebração durante a missa, seja
na adoração Eucarística fora dela. Exorta nós todos –
fiéis – a descobrirmos novamente o dom da Eucaristia como luz e força para a
nossas vidas, nosso dia a dia, nas mais diversas situações, especialmente em
nossas famílias.
Para que
os fiéis obtenham mais frutos espirituais, em 17 de dezembro passado, o Santo
Padre concedeu as seguintes indulgências a determinados atos de culto e devoção
ao Santíssimo Sacramento, desde que satisfeitas as
três condições habituais que são: confissão sacramental, comunhão eucarística e
oração segundo a intenção do Sumo Pontífice, com o ânimo totalmente desapegado
do afeto a qualquer pecado).
- Indulgência
Plenária a cada um dos fiéis individualmente, todas as vezes que participem
com atenção e piedade de uma função sagrada de um exercício
piedoso realizado
- Indulgência
Plenária ao Clero, aos membros dos Institutos de Vida Consagrada e das
Sociedades de Vida Apostólica e aos outros fiéis obrigados por lei à recitação
da Liturgia das Horas, assim como aos que costumam dizer o Ofício Divino por
pura devoção, todas
as vezes que, na conclusão do dia, recitem diante do Senhor presente no tabernáculo, ou em comum ou privadamente, as Vésperas e as
Completas.
Ressalta
o Santo Padre que aqueles que estão impedidos por doença ou outra causa justa,
de visitar o Santíssimo Sacramento da Eucaristia numa igreja ou oratório,
poderão obtê-la em suas casas ou onde se encontrem, com reprovação de qualquer
pecado e com a intenção de cumprir, logo que possível, as três condições acima
mencionadas. Devem realizar espiritualmente, como desejo de coração, a visita
em espírito de fé na presença do Jesus Sacramentado, recitar o Pai Nosso, o
Credo e acrescentar uma invocação piedosa a Jesus Sacramentado e como exemplo
sugere: “Seja louvado e agradecido em qualquer momento o Santíssimo
Sacramento”. Mas, o Santo Padre não permite que nenhum de seus filhos deixe de
ter acesso à indulgência e completa que àqueles que nem mesmo isso possam fazer, é possível obter a Indulgência Plenária
se se unirem com desejo interior a todos os que no
mundo praticam a obra prescrita por Indulgência e ofereçam a Deus
Misericordioso, suas enfermidades e mal-estares da vida, e se proponham também
eles, o propósito de cumprir as três condições, assim que isto seja possível.
Assim, o
Sumo Pontífice nos relembra que devemos ser testemunhos vivos de nossa fé e da
Veneração ao Santíssimo Sacramento, e devemos dar testemunho disso, sem
constrangimento. Ressalta a importância do Sacramento da Penitência, do qual
devemos nos aproximar com mais freqüência, pois indispensável para a obtenção
da indulgência, aliás, confissão sacramental e indulgência estão intimamente
ligadas. Exorta sobre o “Milagre por Excelência”, a Eucaristia – o centro da
nossa vida Cristã, o alimento que nos mantém, nos revigora, nos restaura, seja
em sua celebração durante a missa, seja na adoração ao Santíssimo Sacramento,
seja através da comunhão
eucarística ou da comunhão espiritual.
Estamos nos
aproximando da festa mais importante da nossa Igreja, a Páscoa. Tempo de
reflexão, de recolhimento, de oração, de confissão sacramental, de adoração ao
Santíssimo Sacramento, de procurarmos cumprir aquelas três condições básicas
para podermos usufruir desse “Dom da Indulgência” que o Santo Padre nos
presenteou, para que possamos remir os nossos pecados - já perdoados da pena
eterna, pela absolvição dada através da confissão sacramental - da pena
temporal dos mesmos pecados, ou então aproveitá-la em favor de algum de nossos
entes queridos já falecidos.
Porém,
devemos lembrar que o Sumo Pontífice, quando concede a Indulgência Plenária, menciona
claramente, que ela é concedida todas as vezes que, cumpridas as condições
necessárias, participarmos de função sagrada ou exercício piedoso
Fontes
deste artigo:
Carta
Apostólica “Mane Nobiscum Domine” do Sumo Pontífice
João Paulo II – Vaticano – 07.10.2004
Decreto “Urbis et
Orbis” da
Penitenciaria Apostólica – Roma – 25.12.2004
Ana Lucia
S.S.Treccalli