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A Páscoa é a festa
cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo.
Depois de morrer na
cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua
ressurreição. É a data mais importante da religião cristã.
Muitos costumes
ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros
vêm da celebração do Pessach, ou Passover,
a Páscoa judaica.
É uma das mais
importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o
reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de
passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
No português, como
em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach. Os espanhóis chamam a festa de Pascua,
os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.
Assim se escreve "Feliz Páscoa" em diferentes idiomas:

A data da Páscoa
A fixação das festas móveis decorre do cálculo que estabelece o Domingo
da Páscoa de cada ano, assim: A Páscoa deve ser celebrada no primeiro domingo
após a primeira lua cheia que segue o Equinócio da Primavera, no Hemisfério
Norte (21 de março). Se esse dia ocorrer depois do dia 21 de abril, a Páscoa
será celebrada no domingo anterior. Se, porém, a lua cheia acontecer no dia 21
de março, sendo domingo, será celebrada em 25 de
abril. A Páscoa não acontecerá nem antes de 22 de março, nem depois de 25 de
abril. Conhecendo-se a data da Páscoa, conheceremos a das outras festas móveis:
Domingo de Carnaval - 49 dias antes da
Páscoa
Quarta-feira de Cinzas - 46 dias antes da Páscoa
Domingo de Ramos - 7 dias antes da Páscoa
Domingo do Espírito Santo - 49 dias depois
Corpus Christi - 60 dias depois
OS SÍMBOLOS DA PASCOA
CÍRIO PASCAL
É uma grande vela que é acesa no fogo novo, no Sábado Santo, logo no
início da celebração da Vigília Pascal. Assim como o fogo destrói as trevas, a
luz que é Jesus Cristo afugenta toda a treva do erro, da morte, do pecado. É o
símbolo de Jesus ressuscitado, a luz dos Povos. Após a bênção do fogo
acende-se, nele, o Círio. Faz-se a inscrição dos algarismos do ano em curso;
depois crava-se neste, cinco grãos de incenso que
lembram as cinco chagas de Jesus e as letras "alfa" e
"Omega", primeira e última letra do alfabeto grego, que significa o
princípio e o fim de todas as coisas
PEIXE
Peixe é um dos símbolos mais antigos dos primeiros cristãos,
ao se referirem a Jesus Ressuscitado. Na época das primeiras perseguições, a
palavra peixe, escrita em grego, passou a ser lida como: Jesus Cristo Filho de
Deus Salvador: ICTYS: Jesus Christus Teós Yiós Soter.
Assim, nas casas, nas roupas, nas conversas e nos túmulos, a figura e a palavra
peixe passaram a ocupar um lugar de destaque.
SINOS,
VESTES BRANCAS E O ALELUIA
Os sinos festivos,
que repicam na noite da Ressurreição, recordam o momento da subida de Jesus
Cristo aos Céus.
Nas cidades pequenas, todos os sinos da Igreja repicam de maneira solene e
alegre no canto do Aleluia. Soltam-se rojões e o ar se
enche de festa e alegria.
As vestes brancas e paramentos, que se usam na noite da vigília Pascal,
recordam a alegria dos primeiros batizados, que se revestiam de vestes brancas,
simbolizando a vitória sobre a morte.
As Igrejas se adornam com toalhas de linho e flores brancas. Essa cor foi
adotada pelos primeiros cristãos como símbolo da alegria, da vitória e da
pureza de Deus (Mt 17,2) e
(Mc 16,5).
Cântico do Aleluia é um dos símbolos mais expressivos
das aclamações de louvor e de alegria. É uma expressão hebraica: HALLELUI-YAH
que significa: Louvai o Senhor (Ap
19,1).
OS
RAMOS
Podemos dizer que a semana da Páscoa começa com o Domingo de Ramos.
A festa dos ramos relembra o dia
Jesus nascera em Belém, na Judéia, mas passara a maior parte de sua vida na Galiléia,
Levantar os ramos e aclamar com alegria é a maneira do povo expressar o
reconhecimento régio e messiânico de Jesus.
A
CRUZ
Mistifica todo o
significado da Páscoa, na ressurreição e também no sofrimento de Cristo. No
Conselho de Nicea em 325 d.C, Constantino decretou a
cruz como símbolo oficial do cristianismo. Então não somente um símbolo da
Páscoa, mas o símbolo primordial da fé católica.
Instrumento de suplício no qual Jesus morreu, passou a ser um símbolo do
cristianismo e também símbolo da Páscoa. Antes símbolo de condenação, depois tornou-se símbolo de salvação.
A cruz, na Páscoa, relembra que Jesus venceu a morte e, glorioso, passou a
viver seu Reino de justiça e de paz.
A cruz não foi um tipo de condenação especial para Jesus. Naquele tempo, a
morte na cruz era um castigo comum entre os romanos, que dominavam também a
Palestina. Jesus foi crucificado entre os dois ladrões, com a diferença que
estes foram amarrados às suas cruzes e Jesus foi pregado.
Morrer na cruz era algo humilhante para os condenados, pois, além de ficarem
com os corpos expostos publicamente, apenas os mais hediondos crimes eram
punidos com tal pena.
Jesus, ao morrer na cruz, deu à humanidade mais uma lição de humildade: sendo
Filho de Deus, que tudo pode, ele morreu da forma mais vergonhosa que havia
Costumamos
O CORDEIRO
O cordeiro
prefigurava a Cristo, ao qual Paulo chama “nossa Páscoa” (Cor 5,7). Os
israelitas o sacrificavam no templo no primeiro dia da Páscoa como memorial da
libertação do Egito. Os sacerdotes derramavam seu sangue junto ao altar e a
carne era comida na ceia pascal.
O PÃO
E O VINHO
Na ceia do Senhor,
Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor. Representando o seu
corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos para celebrar a vida eterna.
OVO
DE PÁSCOA
O costume e tradição dos ovos estão associados com a Páscoa há séculos.
Símbolo da fertilidade e nova vida.
A existência da vida está intimamente ligada ao ovo, que simboliza o
nascimento. O sepulcro de Jesus ocultava uma vida nova que irrompeu na noite
pascal.
Ofertar ovos significa desejar que a vida se renove em nós.
COELHO DA PÁSCOA
Por serem animais capazes de gerar grandes ninhadas e reproduzirem-se
várias vezes ao ano, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir
novos discípulos de Jesus, Filho de Deus.
Vem daí a identificação com uma vida abundante, um
processo de restauração, um ciclo que se renova todos os anos.
E é isto exatamente que se relembra na Páscoa: a Ressurreição
de Jesus, que traz consigo um novo tempo de paz e de esperança a toda a
humanidade.
Fontes: www.psleo.com.br e www.entreredes.org.br.