A SANTA MISSA
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LITURGIA DA MISSA OU SANTA MISSA |
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A missa, ou celebração da Eucaristia, não é
a oração de um só homem, pois já não basta rezar só em casa; a igreja sempre
foi e continua sendo a casa de Deus e o lugar de oração É bom que cada fiel católico entenda bem
cada parte da missa a fim de que a Santa Eucaristia não se constitua em um
mero rito mecânico, onde as pessoas só "copiam" o que as outras
fazem (gestos, sinal da cruz, genuflexão, etc.) sem entender exatamente o que
está acontecendo. A missa é igual para toda a Assembléia, mas a maneira
de cada um participar pode ser diferente, pois depende da fé que as pessoas
têm e também do grau de formação na religião. Às vezes vamos fazendo muitas
coisas sem saber por quê. Para participar da missa com fé e alegria, além da
sua formação catequética básica, o fiel deve conhecer todas as etapas
da liturgia da missa pois ninguém ama o que não
conhece. Serão apresentados alguns fundamentos
básicos da liturgia da missa a fim de que o fiel católico tire todo o
proveito espiritual que a Santa Eucaristia oferece para todos nós, a quase dois milênios a fio. O fiel católico deve ser, sobretudo, um fiel bem informado; se não nos
salvarmos a culpa é nossa, já dizia São João Crisóstomo!.
PARTES DA MISSA A missa é composta pelas seguintes etapas: ·
Abertura da Celebração; ·
Liturgia da Palavra; ·
Liturgia Eucarística; ·
Rito Final ABERTURA DA CELEBRAÇÃO Observando-se a Liturgia da Missa, vemos que ela inicia-se
com o canto e a procissão de entrada. A seguir, o sacerdote dialoga com a
comunidade, acolhendo-a Estes ritos têm por finalidade: ·
Reunir os fiéis, possibilitando-lhes uma comunhão; ·
Dispô-los a ouvir com proveito a Palavra de Deus; ·
E a celebrar frutuosamente a Eucaristia. O Canto de Entrada e "Sinal da
Cruz" O canto está a serviço do louvor de Deus e
de nossa santificação. Quem canta, reza duas vezes. Não é apenas para
embelezar a Missa, mas para nos ajudar a rezar. O canto de entrada deverá
estar em plena sintonia com o momento litúrgico que se celebra. Ele tem a
função de: ·
Favorecer a união dos fiéis; ·
Criar um clima festivo; ·
Introduzir o povo no mistério ou festa celebrados; ·
Acompanhar a procissão de entrada do celebrante e
ministros. Durante o Canto de Entrada, o celebrante que
preside a Missa, acompanhado dos Ministros ou Acólitos (Coroinhas), dirige-se
para o altar. Faz uma inclinação profunda e depois beija o altar. O beijo tem
um endereço: não é propriamente para o mármore ou a madeira do altar, mas
para o Cristo, que é o centro de nossa piedade. A procissão de entrada
deve ser solene, passando pelo meio do povo, especialmente nos dias festivos.
Neste momento o Presidente faz o sinal da cruz e toda a Assembléia o
acompanha, dizendo ao final, Amém.
A expressão " O diálogo do Celebrante com o povo Estabelece uma comunicação inicial, criando
a comunhão. Pela saudação, o celebrante aponta à Assembléia a presença do
Senhor no meio do seu povo. A resposta é o reconhecimento desta presença. O
diálogo simboliza o mistério da Igreja reunida e vem atualizar o encontro de
Cristo com o seu povo. Preparação Penitencial Os fiéis unidos pelos cantos e diálogos,
conscientes de sua reunião em Cristo e de sua presença na assembléia
confessam que são pecadores e se reconciliam entre si e com Deus. Após um momento de silêncio, usa-se uma das
seguintes fórmulas: I Formula TODOS: Confesso a Deus todo-poderoso / e a vós, irmãos, / que pequei muitas
vezes
/ por
pensamentos e palavras, / atos e omissões, / (e, batendo no
peito, dizem) por minha culpa, minha tão grande culpa. / E peço à Virgem
Maria,
/ aos
anjos e santos / e a vós, irmãos, / que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor. II Formula CELEBRANTE: Senhor, que viestes salvar os
corações arrependidos, tende piedade de nós. ASSEMBLÉIA: Senhor, tende piedade de nós. CELEBRANTE: Cristo, que viestes chamar os
pecadores, tende piedade de nós. ASSEMBLÉIA: Cristo, tende piedade de nós. CELEBRANTE: Senhor, que intercedeis por nós
junto do Pai, tende piedade de nós. ASSEMBLÉIA: Senhor, tende piedade de nós. CELEBRANTE: Deus todo-poderoso tenha compaixão
de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. ASSEMBLÉIA: Amém! Canto do Glória É o hino pelo qual a Igreja louva, agradece
e suplica ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo O Glória pode também ser recitado,
como segue: CELEBRANTE: Glória a Deus nas alturas ASSEMBLÉIA: e paz na terra aos
homens por ele amados. / Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: / nós vos louvamos, / nós vos bendizemos,
/
nós
vos adoramos, / nós vos glorificamos, / nós vos damos graças / por vossa imensa
glória. / Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito, / Senhor Deus,
Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. / Vós que tirais o pecado do mundo, / tende piedade de
nós.
/
Vós que tirais o pecado do mundo, / acolhei a nossa súplica. / Vós que estais à
direita do Pai, / tende piedade de nós. / Só vós sois o Santo, / só vós, o Senhor, / só vós, o Altíssimo, / Jesus Cristo, / com o Espírito
Santo, / na glória de Deus Pai, / Amém. O Canto do Glória é um hino antiqüíssimo e
venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e
suplica a Deus Pai e ao Cordeiro; é cantado pela Assembléia dos fiéis ou pelo
povo que o alterna com o grupo de cantores ou pelo próprio grupo de cantores.
Se não for cantado, dever ser recitado por todos, juntos ou alternadamente. O Canto do Glória é cantado ou recitado aos
domingos, exceto no tempo do Advento e da Quaresma, nas solenidades e festas
e ainda em celebrações especiais mais solenes. O celebrante, em nome de toda a Igreja
reunida, se dirige a Deus, por intermédio de Jesus Cristo. Há sempre uma
oração do dia para cada momento litúrgico, conforme estabelece o Missal Romano, cuja versão para a
língua portuguesa, para o Brasil, foi aprovada pela Comissão Episcopal de
Textos Litúrgicos (CETEL), da CNBB, em uso desde 25/09/91. A oração da coleta
exprime a índole da celebração e dirige, pelas palavras do celebrante, uma
súplica a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. Aqui todos os fiéis oram, em silêncio, por
algum tempo. No fim da oração a Assembléia aclama com um Amém. Em
seguida todos se sentam para ouvir com atenção a Liturgia da Palavra. LITURGIA DA PALAVRA A Liturgia da Palavra é composta por ·
Leituras: Antigo Testamento, Novo Testamento, e
Evangelho. ·
Cânticos Interlecionais:
Salmo de Resposta ou Canto de Meditação e Aclamação ao Evangelho. ·
Homilia ·
Profissão de Fé ·
Oração Universal (Prece dos Fiéis). Através das leituras, Deus fala a seu
povo. Como por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função
presidencial, mas ministerial, convém que via de regra
o diácono, ou na falta dele outro sacerdote, leia o Evangelho; o leitor faça
as demais leituras. Através dos cânticos, a Assembléia
responde a Deus. O salmo de resposta ou gradual é tirado do Lecionário, pois cada um de seus textos se acha
diretamente ligado à respectiva leitura; assim a acolhida dos salmos depende
das leituras. O cântico de aclamação ao Evangelho é feito
através do "Aleluia" ou outro canto de
acordo com o tempo litúrgico, preparado pela Equipe de Liturgia. O "Aleluia" é cantado em todos os tempos, exceto
na Quaresma. A Homilia é a explicação da Palavra
do Senhor. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da
Sagrada Escritura ou de outro texto do Ordinário ou próprio da Missa do dia,
levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades
particulares dos ouvintes. A Profissão de Fé é a adesão da comunidade
à Palavra do Senhor. Ela tem por objetivo levar o povo a dar seu assentimento
e resposta à palavra de Deus ouvida nas leituras e na homilia, bem como
recordar-lhe a regra da fé antes de iniciar a celebração da Eucaristia.
Quando cantado, deve sê-lo por todo o povo, seja por inteiro, seja
alternadamente. A oração do Credo pode ser aquela do símbolo
apostólico, que aparece normalmente em todos os jornais litúrgicos, ou a do
símbolo Niceno-Constantinopolitano, a seguir: Creio A Oração Universal ou Prece dos
Fiéis é a súplica comunitária pelas necessidades da Igreja universal, do
mundo e Igreja local. Ela encerra a Liturgia da Palavra. Os fiéis fazem essas
orações confiando em Jesus, que disse: "Pedi e recebereis, buscai e encontrareis, batei e a porte se abrirá.
Porque todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e a quem bate se
abrirá" (Mt 7,
7-8). Convém que, normalmente, se faça esta oração nas Missas com o povo, de
tal sorte que se reze pelas seguintes intenções: ·
Pelas necessidades da Igreja; ·
Pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo; ·
Pelos que sofrem qualquer necessidade; ·
Pela comunidade local. É bom que se façam preces curtas e bem
objetivas, colocando-se em mente que não se trata de uma pequena homilia
particular, com textos longos e verdades próprias. A participação do leigo,
com orientação das Equipes de Liturgia, é de fundamental importância. Além
das preces já preparadas previamente é importante que o celebrante incentive
a Assembléia a fazer outras preces complementares, caso haja condições
práticas para tal (Assembléias pequenas, etc.). LITURGIA EUCARÍSTICA Na última Ceia, Cristo instituiu o
sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o
sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor,
realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o
fizessem em sua memória. É composta pelas seguintes partes: ·
Preparação dos dons; ·
Oração Eucarística ·
Ritos da Comunhão. Preparação dos dons ou das ofertas Na Preparação sobre as oferendas, levam-se ao
altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou Aqui, o celebrante levanta a patena com o
pão dizendo: CELEBRANTE: Bendito sejais,
Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da
terra e do trabalho do homem, que agora vos apresentamos, e para nós se vai
tornar pão da vida. Se não houver o canto do ofertório o povo
poderá aclamar: ASSEMBLÉIA: Bendito seja
Deus para sempre! O celebrante derrama vinho e um pouco de
água no cálice, rezando em silêncio: CELEBRANTE: (reza Em seguida o celebrante reza: CELEBRANTE: Bendito sejais,
Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da
videira e do trabalho do homem, que agora vos apresentamos e para nós se vai
tornar vinho da salvação. Se não houver o canto ao ofertório, o povo
poderá aclamar: ASSEMBLÉIA: Bendito seja
Deus para sempre! O celebrante, inclinado, reza em silêncio: CELEBRANTE: De coração contrito e humilde,
sejamos Senhor, acolhidos por vós; e seja o vosso sacrifício de tal modo
oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus. O sacerdote lava as mãos, dizendo em
silêncio: CELEBRANTE: Lavai-me, Senhor, das minhas faltas
e purificai-me do meu pecado. Agora, o celebrante faz a oração sobre as
ofertas: CELEBRANTE: Orai,
irmãos, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso. ASSEMBLÉIA: Receba o Senhor
por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para no nosso bem e
de toda a santa Igreja. O celebrante agora profere a oração sobre as
ofertas, que é tirada do Missal Romano e é própria de cada celebração, de
acordo com o momento litúrgico. No fim a Assembléia responde com
"Amém". Na Oração Eucarística rendem-se graças a
Deus por toda a obra salvífica e as oferendas tornam-se
Corpo e Sangue de Cristo. Pela fração do mesmo pão manifesta-se a unidade dos
fiéis e pela comunhão os fiéis recebem o Corpo e o Sangue do Senhor como os
Apóstolos o receberam das mãos do próprio Cristo. É o ponto central da ação litúrgica: é a ação
de graças e consagração. Por ela os fiéis se unem a Cristo para
proclamar as maravilhas de Deus e oferecer o verdadeiro sacrifício: oferecem
o Cristo, pelo sacerdote; e unidos a Cristo, oferecem a sim mesmos ao Pai. Inicia-se pelo prefácio do celebrante, que é
sempre oração de ação de graças pela obra da salvação e de glorificação ao
Pai. O prefácio é variável e há um ou mais para cada tempo da Liturgia,
conforme o Missal Romano. Por exemplo: Prefácios do Advento, do Natal, da Epifania, da Quaresma, da Paixão, da Páscoa, da Ascensão
do Senhor, do Pentecostes, de Cristo Rei, da Eucaristia, da Santíssima
Trindade, de nossa Senhora, de São José, dos Apóstolos, dos Santos, dos
Mártires, dos Pastores, das Virgens e Religiosos, dos Anjos, dos Mortos e diversos
Prefácios do Tempo Comum, além de alguns Prefácios especiais que fazem parte
da Oração Eucarística. O prefácio é um hino de "abertura" que nos
introduz no Mistério Eucarístico. Por isso, o presidente convida a Assembléia
para elevar os corações a Deus, dizendo: "Corações ao alto!". É um hino que proclama a santidade de
Deus e dá graças ao Senhor. O final do prefácio é sempre igual. Termina
com esta aclamação "Santo,
Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa
glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem O Missal Romano apresenta cinco Orações
Eucarísticas básicas que contemplam os seguintes aspectos: ·
A Igreja invoca o Pai para que sejam consagrados os dons
oferecidos pela comunidade. (Orações Eucarísticas I e III) ·
A Igreja invoca o Pai para que sejam consagrados os dons
oferecidos pela comunidade. Os dons apresentados, pela ação do Espírito
Santo, se tornarão corpo e sangue do Senhor (Orações Eucarísticas II e IV); ·
A ação de graças se prolonga: a criação do homem, a
desobediência deste e o socorro salvífico,
anunciado na esperança dos profetas, e na encarnação do Filho de Deus, que entregou-se à morte, mas ressuscitou glorioso, enviando o
Espírito Santo para levar à plenitude a obra da redenção (Oração Eucarística
IV, pag. 488 do Missal Romano) ·
A Igreja intercede pelo santo padre, pelo bispo local e
por todos os presentes (todas as Orações Eucarísticas); ·
A Igreja da terra se une aos santos do céu (Oração
Eucarística I, pág. 469); ·
Os dons apresentados pela ação do Espírito Santo se
tornarão corpo e sangue do Senhor (Orações Eucarísticas I e III); ·
A narrativa da Instituição revive a última ceia na qual
Cristo instituiu o sacramento de sua paixão e ressurreição (todas as Orações
Eucarísticas); ·
A Igreja rememora o oferecimento do próprio Cristo ao
Pai, recordando sua paixão, ressurreição e ascensão ao céu. É o verdadeiro
ofertório da missa (todas as Orações Eucarísticas); ·
As intercessões são a prece pela qual se manifesta que a
celebração eucarística é feita em união com toda a Igreja, a da terra e a do
céu, pelos vivos e mortos (todas as Orações Eucarísticas); ·
A doxologia (forma de louvor à
glória de Deus) final é a expressão da glorificação de Deus, uno e trino, que
a comunidade ratifica (todas as Orações Eucarísticas); ·
A igreja reconhece a necessidade de louvar a Deus. Este
louvor leva a Igreja a ser santa (Oração Eucarística V, página 495 do Missal
Romano). Um detalhe interessante a ser observado pela
Assembléia é o anúncio, pelo celebrante, de "Tudo isto é Mistério da Fé!", proferido logo após a
narrativa da Instituição; nesse momento todos os que se ajoelharam deverão
ficar de pé e recitar de alto e bom som a seguinte citação: Toda vez que se
come deste pão, toda vez que se bebe deste vinho, se recorda a paixão de
Jesus Cristo e se fica esperando a sua volta. O Missal
Romano apresenta ainda Orações Eucarísticas para diversas
circunstâncias como Missas com crianças (I, II e III), sobre reconciliação (I,
pág 866 e II, pág 871)
entre outras. Ritos da Comunhão Visam preparar os fiéis
para receberem o corpo e o sangue do Senhor como alimento espiritual. Na Oração do Senhor, o Pai-Nosso, os fiéis
vivenciam os seguintes aspectos: ·
Todos sentem com filhos do mesmo Pai que está nos céus; ·
Pedem o pão de cada dia e a vinda do reino de Deus; ·
Imploram o perdão e perdoam seus irmãos. A seguir a Assembléia pede paz e unidade
para a Igreja. Saúdam-se todos, fraternalmente, no amor do Senhor. No abraço
da paz, todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz e
a caridade. Ao cumprimentar o seu irmão, pergunte pelo nome dele, repetindo-o
na sua saudação. Fica mais elegante e aproximam mais as pessoas. Ao término todos voltam a fazer silêncio para
que haja um clima de comunhão associado às orações do momento. Aqui o
celebrante parte o pão e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
"Esta união do corpo e do
sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a
vida eterna!" Enquanto isso a Assembléia canta ou recita o "Cordeiro de Deus". A seguir o celebrante reza em silêncio:
"Senhor Jesus Cristo, Filho do
Deus vivo, que cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela
vossa morte destes vida ao mundo: livrai-me dos meus
pecados e de todo mal; pelo vosso corpo e pelo vosso sangue, dai-me cumprir
sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós." ou ainda:
"Senhor Jesus Cristo, o vosso
corpo e o vosso sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e
condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio para minha vida".
Agora temos a comunhão propriamente dita,
sendo o momento da participação mais perfeita: comunhão com Cristo após a
comunhão com os irmãos. O sacerdote diz em voz alta: "Felizes os convidados para a ceia do Senhor! Eis o Cordeiro
de Deus, que tira o pecado do mundo". Agora ele
acrescenta, com o povo: "Senhor,
eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e
serei salvo". Em
seguida ele reza em silêncio: "Que
o corpo de Cristo me guarde para a vida eterna". Ele comunga o
corpo de Cristo e depois reza em silêncio: "Que o sangue de Cristo me guarde para a vida eterna." (Enquanto o celebrante comunga o corpo de Cristo,
inicia-se o canto da comunhão). Nesse momento ele comunga o sangue de Cristo.
A seguir, o celebrante e/ou diácono(s) e ministros da eucaristia tomam o
cibório e dizem a cada um dos que vão comungar: "O corpo de Cristo". O que
vai comungar responde: "Amém!".
Ao final, enquanto faz a
purificação o celebrante reza em silêncio: "Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que nossa boca
recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio
eterno." É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar
algum salmo ou cântico de louvor. RITO FINAL Conhecido como o Rito da Bênção, é o
desfecho da Santa Eucaristia. Após os comunicados e avisos importantes a
serem apresentados à comunidade é uma boa prática que a Equipe de Liturgia
indique à Assembléia o compromisso da semana, baseado na liturgia que acaba
de ser desenvolvida. Ao dar a bênção, o celebrante traça uma cruz
sobre a Assembléia, e todos podem inclinar a cabeça. Existem outras fórmulas
de bênçãos mais solenes, de acordo com a festa litúrgica. Eis, por exemplo, a
bênção que o Missal Romano traz para o primeiro dia do ano: CELEBRANTE: Que Deus todo-poderoso, fonte e
origem de toda a bênção, vos conceda a sua graça,
derrame sobre vós as suas bênçãos e vos guarde sãos e salvos todos os dias
deste ano! ASSEMBLÉIA: Amém! CELEBRANTE: Que vos conserve íntegros na fé,
pacientes na esperança e perseverantes até o fim na caridade! ASSEMBLÉIA: Amém! CELEBRANTE: Que Ele disponha na sua paz os
vossos atos e vossos dias, atenda sempre vossas
preces e vos conduza à vida eterna! ASSEMBLÉIA: Amém! CELEBRANTE: A bênção de Deus todo-poderoso,
Pai, Filho e Espírito Santo, desça sobre vós e
permaneça para sempre! ASSEMBLÉIA: Amém! O celebrante pode também abençoar com outras
palavras, de acordo com as circunstâncias. Os franciscanos, por exemplo,
utilizam muito a oração conforme Nm 6, 22-27, que diz: "O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu
rosto sobre ti e te seja benigno; o Senhor mostre para ti a sua face e te
conceda a paz". Cada fiel deve se colocar pessoalmente sob
aquela bênção, como seu nome e sua vida. Não saia da igreja antes da bênção
final. A missa termina com a bênção e em seguida vem o canto final, que deve
ser alegre, pois foi uma felicidade ter participado da Missa. É desejável também
que a Assembléia só saia da igreja após a retirada do celebrante, acólitos e
ministros. Exercite também o espírito de comunidade, conversando mais com
seus irmãos. Ao chegar em casa, dê um abraço em
todas as pessoas da sua família, saudando com "A Paz e Cristo";
mostre que você está em estado de graça pois acaba de vir da Santa
Eucaristia, que representa um encontro com o Senhor e com os irmãos em
Cristo. Fontes: Site: Mundo Católico |